Desenhava caminhos no corpo dela, como se fossem mapas.
Marcava a longitude como se cravasse ali, o coração.
eu era e descobria caminhos na presença, nas pintas que a natureza riscava na pele dela.
A sensação de conhecer cada centímetros da pele dela
me fazia delirar na doce e eterna delícia de amar.
Mapear os contornos do corpo dela
e deixar ali as marcas das minhas digitais e encontrar a minha constelação.
Rota, bússola e direção e o corpo dela caminho da minha perdição e redenção.
Autora: Mariana Gouveia
Foto: Elena Vizerskaya

