sexta-feira, 7 de agosto de 2026

Saudade

Todas as manhãs fecho os olhos,
sempre com a mesma força com que
te adormeço no regaço das madrugadas
cheias de buracos. Escondo de mim
que existes algures porque tenho espinhos
no meu caule. Orgulhos e outras dores
pequenas.

E nem haverá como dizer-te que sonho contigo
Ou que te escrevo poemas, dia sim dia não.

Porque lá fora o caminho é de cardos.
E o meu perdão só dura as breves letras
do teu nome.

Autor : Virgína do Carmo
Imagem : Dorota Górecka

1 comentário:

brancas nuvens negras disse...

Como é possível... tanta gente sozinha cheia de saudades?