Todas as manhãs fecho os olhos,
sempre com a mesma força com que
te adormeço no regaço das madrugadas
cheias de buracos. Escondo de mim
que existes algures porque tenho espinhos
no meu caule. Orgulhos e outras dores
pequenas.
E nem haverá como dizer-te que sonho contigo
Ou que te escrevo poemas, dia sim dia não.
Porque lá fora o caminho é de cardos.
E o meu perdão só dura as breves letras
do teu nome.
Autor : Virgína do Carmo
Imagem : Dorota Górecka

1 comentário:
Como é possível... tanta gente sozinha cheia de saudades?
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