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terça-feira, 10 de outubro de 2023

De onde nasce a Poesia


De tuas entranhas,
Do odor de tua pele,
Do suor e do sangue,
Do calor do teu corpo,
Entre tuas pernas...

Abertas ou fechadas
Como janelas cansadas,
Atrevidas, caladas.

Nasce do medo,
E da cor do dia,
Da tristeza
E da alegria,
Até da própria poesia!

Nasce do grito,
Da dor da mulher parida,
Da satisfação,
Da necessidade,
Da leitura ao pão,
E da própria vida!

De onde? De tudo!
Até do absurdo!
Do poeta que não fala,
Da dor que se cala,
Quando pareço mudo!

De onde? Do caos!
Da guerra dos mundos,
Dos olhos perdidos,
Atrevidos, sem esperança,
Da moça e da criança.

Nasce também da dança,
Dos lobos na madrugada,
Nasce do amor,
E do amor à amada!

Nasce quando choro,
Imploro e quero colo,
Nasce quando da minha veia,
A inspiração parece teia,

E a minha poesia é nada mais
Que dois dedos na areia!

Autor :  Paulo Carvalho
 jornalista, poeta e escritor brasileiro. ..
https://www.redegn.com.br/?pes=Paulo+Carvalho&sessao=busca&button=Buscar
Imagem : Kamil Vojnar

sábado, 17 de junho de 2023

Explosão


Um dia quis a dor
Alojar-se em meu coração.
Ela tentou, se maquiou,
Insistiu, reagiu, e conseguiu!
A dor que parecia maior
Que o meu poema,
A dor, como um ardor,
Como verdade serena,
Sim, ela veio e se aconchegou,
E dominou os meus dias,
E cantou, sorriu, limpou-me
As lágrimas, as chagas,
Cuidou de mim,
Para sempre está ali,
Como uma confissão,
E por mais que eu acredite
Em conspiração, a dor não!
Ela é presente, onipotente,
Não me faz doente,
Pelo contrário, me faz forte,
E mesmo que me perca na vida,
E me ganhe sem medida, a morte,
Não importa se vazio eu esteja,
Ou até cheio, derramado, imerso,
Que a minha pena ou condenação,
Antes de qualquer crime seja,
A alma repleta de versos,
Como num atentado, explosão!

Autor * Paulo Carvalho – jornalista, poeta e escritor.(brasil)
https://pretonobranco.org/2017/03/08/explosao-paulo-carvalho/
Imagem : Geert Weggen

terça-feira, 16 de maio de 2023

de


De tuas entranhas,
Do odor de tua pele,
Do suor e do sangue,
Do calor do teu corpo,
Entre tuas pernas...

Abertas ou fechadas
Como janelas cansadas,
Atrevidas, caladas.

Nasce do medo,
E da cor do dia,
Da tristeza
E da alegria,
Até da própria poesia!

Nasce do grito,
Da dor da mulher parida,
Da satisfação,
Da necessidade,
Da leitura ao pão,
E da própria vida!

De onde? De tudo!
Até do absurdo!
Do poeta que não fala,
Da dor que se cala,
Quando pareço mudo!

De onde? Do caos!
Da guerra dos mundos,
Dos olhos perdidos,
Atrevidos, sem esperança,
Da moça e da criança.

Nasce também da dança,
Dos lobos na madrugada,
Nasce do amor,
E do amor à amada!

Nasce quando choro,
Imploro e quero colo,
Nasce quando da minha veia,
A inspiração parece teia,

E a minha poesia é nada mais
Que dois dedos na areia!

Autor * Paulo Carvalho, jornalista, poeta e escritor.
Imagem Karrah Kobus