neste lugar que não lembro a noite cresce silenciosa
em sua deslumbrada obscuridade, o dia esboça repouso
estremecimentos leves a pálpebra inteira a distância percorre
atenuada, ao fundo dos jardins se escutam as vozes vindas do
interior das plantas acesas na sua sombra em lugar tranquilo.
por vezes nela se guarda alguma palavra insuspeita, o olhar
demora no vazio nómada dos pequenos brilhos, movimentos
cintilados e doçura por entre a intuida convicção do desenho.
tremor da paisagem obscuro vento em seus domínios
pressentido a transportam até onde a voz arranca surpreendida
intraduzível som, templo guardado e tempo incerto
a luz resplandecendo e a noite se envolvendo em lua
por dentro, em cristal e em silêncio

























