Uma lágrima nua
Despida de laços e afeto…
Não tem calor…é crua!
Corre veloz…
Sem abrigo nem teto
É deixada a sós!
Uma lágrima tua…
tem gosto salgado de solidão
tem o reflexo da luz da lua
e um eclipse no coração.
Agora, escura é essa rua
onde tanta gente…já viveu!
Hoje, somente, tua alma flutua
o que em ti vive…já morreu!
A idade não recua…
E és uma carente criança
que, às vezes, amua!
Teu corpo não atua…
Envelheceu com a esperança
e a dor...não apazigua!
Enrugada pele crua
minha será a tua rua!
Como será a de todos nós
quando vos deixamos sós!
Imagem : Denise Kwong






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