Se escrevesse o que sente a minha alma
Escreveria certamente um livro extenso
Um livro aberto de vogais em suspenso
Com virgulas e pontos finais em calma
Se eu escrevesse a minha vontade de ler
Tal como é a minha vontade de vaguear
Seria, talvez, a aventura do verbo amar
Mesmo que tivesse, de alguém, descrever
Mesmo que fosse em folhas amareladas
Importava, era, o verdadeiro sentimento
Que transportasse a escrita do momento
Numa tarde de outono, letras timbradas
Escreveria o livro da minha vida, talvez
As coisas que amaciassem o meu coração
E são tantas, as vezes, que sinto emoção
Por extensas lembranças, também altivez.
Autor : Cidália Ferreira
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