sem caneta nem teclado
de modo mais que perfeito
o mútuo caminho, perfeito
desaguara-nos lado a lado
e os versos que então fluíam
do espaço que era comum
eram o que os dedos de um
na pele do outro escreviam
e nesse onírico contexto
longe e perto, pareceria
que escrevendo em parceria
e de mãos dadas, o texto
o poema então irrompia
na língua viva do tacto
escrito na pele com o tato
do contacto que o escrevia
Autor : António Gil
Imagem : Pnterest
Imagem : Pnterest

3 comentários:
Estive ausente, mas nunca esquecido do carinho deste espaço. É bom estar de volta.
Beijos
Ani
Que poema intenso sobre a linguagem em que o toque é caligrafia e o corpo papel..
Ah.... o amor... esse desassossego imaginário.
Um abraço.
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