quando te beijo o beijo que tu me beijas
é que a flor envolve a terra que toca a flor
e é só a forma de os meus lábios dizerem que sim
e de os teus lábios dizerem que não
que não houve tempo antes de nós
Autor : Vasco Gato
in «Um Mover de Mão», pág. 24

2 comentários:
Essa dualidade, sim e não, eterniza o agora e revela a entrega e a resistência do desejo.
Quando se dá a identificação de dois seres, é belo, mesmo que apenas momentâneo.
Um abraço.
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