Um amor que não morre
é um amor que se alimenta de lembranças.
Um amor que não morre
é um amor que se regozija no presentem
não esquece o passado e suspira pelo futuro.
Amor, humores, rumores
há algo sempre aí
haverá algo sempre no ar,
sangrando
a imaginar nossos corpos
a silenciar nossas posses
nossas possessividades
ontem, hoje e sempre.
Queria calar o que morre em mim:
o calor dos seus abraços
a esquiva dos seus olhares
a tempestade que inunda
minhas planícies.
Um amor que não morre
é o encontro com a tua voz, com teu corpo
é um amor que se lança ao futuro
com a única certeza daquilo que foi, é e será:
o amor de uma vida inteira.
Autor : Carlos Eduardo Leal
in A Sede da Mulher (e de um Homem), (editado no Brasil, s/ data)
in A Sede da Mulher (e de um Homem), (editado no Brasil, s/ data)

2 comentários:
Felizes os que acreditam no amor, enfim... são jovens.
Um abraço.
O amor que não morre "é o encontro com a tua voz, com o teu corpo",
âncoras que transformam amor em algo que de tão presente ignora a finitude.
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