domingo, 3 de fevereiro de 2013

Miragem



A luz reflectida na água,e na tarde de mim
como se os meus olhos e o meu corpo
fossem um apêndice de um sonho extinto
as minhas mãos desfiam areia
por entres os dedos
arrefecidos
o corpo oblíquo sobre o mar
e ardendo de azul
imagino ver no horizonte
um tempo de paz.
.
BeatriceMar
Foto . Rafał_M

3 comentários:

Mar Arável disse...

Na verdade

Manuel Veiga disse...

há que incendiar o azul. sempre...

beijos

Rogério G.V. Pereira disse...

A luz reflectida na água...
... no horizonte um tempo de paz
no meio, o corpo obliquo
a parte mais inteira
de um (belo) poema