
Aqui estão as minhas escolhas do que considero melhor em Poesia,Prosa Poética e Fotografia. Domingo é dia de trabalhos de minha autoria.
domingo, 21 de março de 2010
SER POETA

quinta-feira, 18 de março de 2010
nem lágrimas há!
segunda-feira, 15 de março de 2010
tão breve

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010
A próposito das estrelas

Autora : Adilia Lopes
terça-feira, 16 de fevereiro de 2010
As mazelas

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010
não é sobre a solidão
domingo, 7 de fevereiro de 2010
entras de noite
por vezes, à noite,
segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010
um dia
sábado, 23 de janeiro de 2010
Foi para ti que abriguei a chuva

Foto:Leszek
domingo, 17 de janeiro de 2010
Não
eu sem você é assim como dedos quebrados
e a dor de nada se mover
em qualquer direção.
domingo, 10 de janeiro de 2010
Conheço o Sal

sexta-feira, 1 de janeiro de 2010
"VIBRATO"

quinta-feira, 24 de dezembro de 2009
Chove.É dia de Natal

Autor:Fernando Pessoa
Foto:hhana
sexta-feira, 18 de dezembro de 2009
Neste voo de escrever-te um poema

Autor:Victor Oliveira Mateus In "Movimento de Ninguém", Minerva, Lisboa, 1999, p 30.
Foto:Haim Zaslavsk http://plfoto.com/1967498/zdjecie.html
sábado, 12 de dezembro de 2009
...

os degraus da minha casa
...não as escuto
Os teus gestos fogem-me do corpo
...não mais os sinto
secam-se-me os olhos
...não te enxergo
Nas mãos conservo ainda o livro
da vida que vivemos
E me ofertaste
como despedida...
.
Foto:mabar
terça-feira, 8 de dezembro de 2009
Algas
.Amar-te assim com a força da poesiaque sem querer
gravo em tudo o que faço e
souAmar-te assim ao clarear de mais um dia
em que descubro meu corpo
desnudado e
tranquilo.
Amar-te assim onde as mãos tacteiam
quais algas desavindas
perdidas nas profundezas das águas
Amar-te...
Autor: © Piedade Araújo Sol
04/09/2005 http://olharemtonsdemaresia.blogspot.com/
Foto:glover barreto
sábado, 5 de dezembro de 2009
Há no corpo da mulhersábado, 28 de novembro de 2009
...
Autor:Almaro
sábado, 21 de novembro de 2009
Fatalidade

Vibrantes, quentes, vistosos,
Como as papoilas vermelhas
Se recortam nos trigais!
Brotam e murcham depois,
Como a elas acontece,
Deixando indiferente o céu
Que viu seus gritos de cor
Como sangue a escorrer
Nas mãos de quem as colheu!
Também eu, mondo os desejos
Que nascem dentro de mim,
E sei que o céu indiferente
Os deixará reviver,
Garridos como as papoilas
Que alguém jamais semeou,
Mondadeiras vão colher,
E no trigo hão-de nascer!
autor:Maria José Rijo http://paula-travelho.blogs.sapo.pt/2008/03/
segunda-feira, 16 de novembro de 2009
As coisas pelo nome
Eu não sou o meu nome. Eu sou o teu nome escrito do avesso. Eu sou o meu nome encostado à tua cabeça. O meu nome que foge de mim. O teu nome e o meu nome atados com cordas. O teu nome sou eu quando me debruço por cima do teu ombro. O meu nome a fazer uma pirueta. O meu nome a cair lentamente sobre a tua cama estreita de mulher. O teu nome dentro da minha boca. Sou eu a pedir-te que repitas o meu nome, sussurro a sussurro, letra a letra. Sou eu a dizer o teu nome que trago debaixo da língua. O teu nome no meu sexo estampado. O meu nome no teu sexo estrela. O meu nome é um sexo levantado. O meu nome é uma carícia que me fazes por cima da minha cicatriz. O meu nome é a cicatriz a meio do teu corpo. O meu nome plana por cima das planícies em busca do teu nome. O meu nome cai a pique junto ao teu nome. Nunca digas o meu nome. O meu nome não existe. Não vem em nenhuma página escrita. O meu nome é um cifra escrita a verde ultramarino. Verde ultramarino é a cor de que mais gostam os nossos nomes. O meu nome sobre o teu nome. O teu nome sobre o meu nome. Os nomes muito perto. Os nomes muitos. Os nomes exaltados. O meu nome em cadência lenta. O meu nome é forte como um bicho selvagem. Os nossos nomes percorrem as paisagens como cavalos endoidecidos. Quem diz o meu nome diz amor, qualquer coisa aflita. Quem diz o teu nome deseja ser atingido por um raio, elevado aos céus. O meu nome por dentro do teu nome. O teu nome a pedir perdão por tudo. O meu nome, o teu nome, agarrados por cordas, a cair num precipício. Os nossos nomes são coisas que se comem por dentro. As coisas pelos nossos nomes são aves sagradas. Nome a nome, coisa a coisa. O sol morre dentro do meu nome, na minha boca. O teu nome abriga numa mão fechada o que resta do meu nome. Nomes muito belos. Um nome sem nome. Um nome inefável, inomável. Um nome que ninguém conhece. Só o teu nome sabe o meu nome de cor. O meu nome a subir pelo teu. O teu nome repete o meu nome, nome a nome, sílaba a sílaba. As coisas pelos seus nomes. Os nomes pelas suas coisas. Cada coisa com seu nome, o nome sem fim. Cada nome com sua coisa. O nome do nome no umbigo do mundo.sábado, 14 de novembro de 2009
o caminho mais íngreme
o caminho mais íngremeé melhor que se faça
sozinho.
evitemos sacrifícios
alheios
não vá a terra
despegar-se
e arrastar na avalanche
o nosso melhor amigo.
Autor: José Miguel de Oliveira http://deliriospoeticos.blogspot.com/
Foto:Julka Toldi
quarta-feira, 21 de outubro de 2009
há dias que me fitas
há dias que me fitas a partir do monitor, terça-feira, 6 de outubro de 2009
As nossas madrugadas

As nossas madrugadas
Desperta-me de noite
o teu desejo
na vaga dos teus dedos
com que vergas
o sono em que me deito
pois suspeitas
que com ele me visto e me
defendo
É raiva
então ciume
a tua boca
é dor e não
queixume
a tua espada
é rede a tua língua
em sua teia
é vício as palavras
com que falas
E tomas-me de foça
não o sendo
e deixo que o meu ventre
se trespasse
E queres-me de amor
e dás-me o tempo
a trégua
a entrega
e o disfarce
E lembras os meus ombros
docemente
na dobra do lenços que desfazes
na pressa de teres o que só sentes
e possuires de mim o que não sabes
Despertas-me de noite
com o teu corpo
tiras-me do sono
onde resvalo
e eu pouco a pouco
vou repelindo a noite
e tu dentro de mim
vais descobrindo vales.
domingo, 20 de setembro de 2009
sábado, 12 de setembro de 2009
Na solidão da mesma noite

onde vasos
de luz ainda há pouco se entornavam.
Com a palma da mão
cobrindo os olhos, na retina
o fluxo de antigos silêncios,a ciência do poente perdida
na terra firme do quarto
onde há-de caber sempre
o rosto de uma figura romântica
cismando sobre um mar de nuvens.





