Acho que o tempo escasseia,
diluindo-se em dias.
Não sei quantos ainda me serão dados.
Não conseguirei relatar o que desperdicei sem saber,
nem descrever o que ficou por dizer,
nem o que disse sem pensar — e sem querer.
Talvez ainda me sobre tempo
para, numa qualquer casualidade,
numa curva do destino,
ainda te conseguir encontrar
e levar comigo, em memória crua,
a tua presença, que ainda
predomina em mim.
Autor : BeatriceM 2026-07-19
Imagem : Duong Quoc Dinh
Imagem : Duong Quoc Dinh

8 comentários:
Bom dia:- Imagem de ternura
Poema lindo que muito gostei de ler
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Votos de um domingo feliz
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muito obrigada, pela visita, por ler e pelo comentário. feliz domingo....
O problema é que não conseguimos voltar atrás. Nunca sabemos de quanto tempo dispomos.
Que poema tão bonito!!
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"A U S E N T E S"... .
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Beijos. Bom Domingo e uma ótima semana!
Uma reflexão intimista sobre a finitude, o arrependimento e a persistência do afeto face à passagem implacável do tempo, estruturada em três núcleos: a finitude, onde o tempo se dilui e perde a substância; o arrependimento pela incompletude, marcado pelas falhas do desperdício, do silêncio e do impulso; e a redenção pelo afeto. Apesar da escassez temporal, resta a esperança de um reencontro com o Outro. O poema encerra-se revelando que a memória dessa presença é o único tesouro que o eu lírico deseja levar consigo. Esta confissão urgente e melancólica prova que apenas o amor e a ligação humana desafiam a erosão dos dias.
Que tenhamos uma boa semana, Beatrice!
pois não... obrigada!
obrigada!
agradeço reconhecidamente a excelente análise que fez ao meu poema. retribuo os votos de boa semana....
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