Sou esta presença suspensa
num mundo que me habita
mas não me reconhece
sem rumo absoluto,
estrangeira da minha própria pátria,
perdida numa terra apenas habitável
desconheço a raiz que me sustém
e estes sentimentos
que o destino rasgou
— ou talvez o simples acaso —
deixados a céu aberto
sem explicação
mas sei que sei
por onde sigo,
mesmo que o caminho me desminta,
mesmo que o certo
não seja sempre o que escolho,
eu sigo… porque ainda sou.
Autor : BeatriceM 2026-01-31
Imagem : Brooke Shaden

2 comentários:
Aprecio esse vontade.
Um abraço.
Clarão de beleza há neste poema.
Dormirá apaziguado o eu lírico?
Em sua secreta alquimia,
o espelho do poema reflete outros espelhos.
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