O anel que me ofereceste
descansa, discreto,
no cimo de livros antigos
da estante de madeira.
Às vezes olho-o
e sei que não lhe posso tocar.
Talvez ainda me sirva no dedo,
mas já não o arrisco.
Permanece lá,
esquecido e só,
como fiquei eu,
tentando remendar
o que nunca chegou a ser.
Autor:BeatriceM 2026-01-17
Imagem : Alejandra Salido

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