Os inocentes choram,
silenciosos, a dor lhes consome o corpo,
uma dor que calcorreia até as entranhas.
Caminham por trilhas polvilhadas de aflição,
buscando alento em meio à escuridão.
Lágrimas enxugam,
não por escolha, mas por exaustão.
E neste mundo, cruel,
que nunca pediram para morar,
carregam o peso do que não pode ser mudado.
Autor : BeatriceM 2025-12-21
Imagem : Christine Elger

4 comentários:
Adorei! ;)
O Coisas de Uma Vida e Eu, deseja a todos os leitores, comentadores e outros, um Santo e Feliz Natal... e um Ano Novo recheado de coisas boas. Sobretudo como muita saúde.
Beijos e abraços
Desejo um mundo de corações felizes...
Beijos e Abraços.
E é por isso que eu digo que há urgência do Natal.
Excelente poema.
Boa semana e um Feliz Natal.
Beijos.
Qual teria sido o desejo ou a intenção deste exercício do fazer poético? Se considerarmos a quadra em que vivemos, dir-se-ia: o clima não é de festa, está claro. Ou seja, não há alegria obrigatória. Menos ainda redenção. Como um fotógrafo, o eu lírico recorta a realidade objetivada como se tivesse às mãos uma navalha, e o faz com a consciência do que a dor provoca de tal modo que só o poema pode dizê-lo com tamanha propriedade.
Assim é este poema: uma passagem entre a beleza e a dor.
Um abraço,
Não pedimos para nascer mas... temos de viver.
Bom Natal.
Um abraço.
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