sexta-feira, 28 de novembro de 2025

o escuro absoluto

Não dormia sem o escuro absoluto,
doíam-lhe os olhos de ter visto cidades,
de ter esquecido gente, do frio
do vidro nas palavras. Demorava tanto
a entender o mundo que agora não dormia
de muita luz que as coisas tinham
antes sequer de serem suas.

Autor: Filipa Leal
Imagem : Mira Nedyalkova

1 comentário:

brancas nuvens negras disse...

Dormir é uma perda de tempo, menos quando temos sonhos maravilhosos... o que é raro.