Não dormia sem o escuro absoluto,
doíam-lhe os olhos de ter visto cidades,
de ter esquecido gente, do frio
do vidro nas palavras. Demorava tanto
a entender o mundo que agora não dormia
de muita luz que as coisas tinham
antes sequer de serem suas.
Autor: Filipa Leal
Imagem : Mira Nedyalkova

1 comentário:
Dormir é uma perda de tempo, menos quando temos sonhos maravilhosos... o que é raro.
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