segunda-feira, 17 de março de 2008

quando choro

quando choro
todos os rios do mundo chovem no meu corpo
todos os amores represados desaguam no meu corpo
todos os amanheceres me anoitecem no olhar
.
por isso
aqui fico
navio soterrado na margem
.
assim
de braços calados.
sem lágrimas.


Jorge Casimiro in “murmurios ventos”,
Página 29

edição Jorge Casimiro e Pássaro de Fogo, 2006


Foto:Paulo César http://www.paulocesar.eu-paulo/ cesar

1 comentário:

Pavitra disse...

lindo o poema!

aliás, lindo o seu site inteiro... já estou aqui há um tempo lendo!

voltarei mais vezes!