quarta-feira, 26 de Novembro de 2014

Pouco me importa




Pouco me importa.
Pouco me importa o quê? Não sei: pouco me
[ importa.

24/10/1917
(Alberto Caeiro, Poemas Inconjuntos, 1913-15)

terça-feira, 25 de Novembro de 2014

....e




...e se um dia eu te disser as palavras (estranguladas) cá dentro
não acredites
porque eu nunca desisti de ti...

Foto:Jevel

segunda-feira, 24 de Novembro de 2014

...



...quando te conheci, não sabia, que, um dia ia desejar, nunca te ter conhecido, porque não sei que fazer, aos destroços que deixaste na minha vida...
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Foto:Komarek66

domingo, 23 de Novembro de 2014

Abandonar as minhas mãos aos teus olhos


Abandonar as minhas mãos aos teus olhos
nesta noite de reflexo real-intenso
é saber que o teu corpo tem vários ecos:
um todo irreal, invulgar, imenso.


Autor: José Manuel Capêlo, A Voz dos Temporais, Átrio, 1991
Foto:Rozmyty

sexta-feira, 21 de Novembro de 2014

beijo-te

beijo-te na levitação
das almas
dos corpos
pesos mortos
metamorfoses de plumas
e voos
em círculos de espasmos
no cosmos do
enigmático dos
sonhos...

quinta-feira, 20 de Novembro de 2014

....


as lágrimas confundiram-se com as aguas que lambiam a areia e me beijavam os pés...
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FotoKomarr

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tenho sonhos e navego as mãos num corpo ausente...
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Foto: alrune

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... conduzi na marginal, estacionei no fundo ao lado da esplanada, entrei e procurei com o olhar alguma réstia da tua presença. disseram-me que depois daquele dia, nunca mais lá tinhas voltado. e eu acreditei!

Beatrice Maio/2010


foto ino2

terça-feira, 18 de Novembro de 2014

eu sei

eu sei que não devia, que os reprimi durante muito tempo. mas hoje soltei todos os demónios que havia em mim.
e fiquei livre. sei que eles andam por aí….desorientados . amedrontados e completamente loucos. mas sem mim.
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domingo, 16 de Novembro de 2014

Madrugada




Sucos do céu molham a madrugada da cidade violenta.

Ela respira por nós.



Somos os que acendemos o amor para que dure,
para que sobreviva a toda a solidão.

Queimamos o medo, olhamos frente a frente a dor
antes de merecer esta esperança.

Abrimos as janelas para lhes dar mil rostos.
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Autor : Juan Gelman