domingo, 1 de agosto de 2010

Sombras

Voltam-se as sombras sobre nós
coisas soltas, costumes muito antigos
acompanham-nos os gestos desde perto,
desenham figuras nas paredes.

A casa sossegou, o vento veloz
Em cada recanto obscuro faz jazigos
onde se perde o olhar antes aberto.
Crescem líquenes, raros musgos verdes.

As janelas fecharam-se, vazio
o quarto. Perguntas por fazer
suspendem-se da voz
para sempre remetida ao seu silêncio.

Nada pois a temer,
sombras somos nós.


Autor:Bernardo Pinto de Almeida
Foto:dudeusz


Sem comentários: