Muito vigor nestes versos, Beatrice. Um belo trabalho de linguagem para mostrar a transição entre o íntimo (psicológico) e o grandioso (a natureza), embora seja um poema curto. Mas reconheço que faz parte da sua estética. Na transfiguração que se faz a partir do momento em que o eu lírico define os sentimentos como uma 'fusão descontrolada', o que chama a atenção é o paradoxo no terceiro verso: as emoções são 'desequilibradas, mas robustas'. Isso mostra que, mesmo fragilizada, a intensidade tem uma estrutura forte, que resiste e nos molda. A segunda estrofe revela o outro lado do poema: o 'caos' não é visto apenas como destruição, mas como uma força geradora e transformadora. A imagem do rio que vira oceano é uma metáfora reluzente para a expansão do ser: enquanto o rio tem margens e um curso definido e previsível, o oceano é vasto, profundo e sem limites. É o revelar dessa intensidade que transborda o que é controlado (o rio) e nos joga na imensidão do que somos capazes de sentir (o oceano). Parabéns!
2 comentários:
Muito vigor nestes versos, Beatrice. Um belo trabalho de linguagem para mostrar a transição entre o íntimo (psicológico) e o grandioso (a natureza), embora seja um poema curto. Mas reconheço que faz parte da sua estética.
Na transfiguração que se faz a partir do momento em que o eu lírico define os sentimentos como uma 'fusão descontrolada', o que chama a atenção é o paradoxo no terceiro verso: as emoções são 'desequilibradas, mas robustas'. Isso mostra que, mesmo fragilizada, a intensidade tem uma estrutura forte, que resiste e nos molda.
A segunda estrofe revela o outro lado do poema: o 'caos' não é visto apenas como destruição, mas como uma força geradora e transformadora. A imagem do rio que vira oceano é uma metáfora reluzente para a expansão do ser: enquanto o rio tem margens e um curso definido e previsível, o oceano é vasto, profundo e sem limites. É o revelar dessa intensidade que transborda o que é controlado (o rio) e nos joga na imensidão do que somos capazes de sentir (o oceano). Parabéns!
Eros.
Muito grata fico com o seu comentário que traduz em sintonia perfeita o teor do poema.
Bom domingo e uma semana feliz....
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