quarta-feira, 13 de maio de 2026

Inquietude

Ouço-te silêncio.
Diz-me o que sinto
O que anseio
O que me sufoca!

Esta inquietude permanente
Sem razão aparente de ser
O vazio profundo
Do querer e não querer.
Estou aqui
Vou, não sei onde
De onde venho, não recordo!


Nas horas aladas do desencontro
Fecho as pálpebras da vida
Perfumo de tomilho a alma
E parto, nas pétalas dos lírios brancos.


Autor : Cecília Vilas Boas
In "O Eco do Silêncio
Imagem : Anna O.

2 comentários:

" R y k @ r d o " disse...

Bom dia:- Tantas vezes o silêncio é o melhor remédio para a inquietude. Confesso que amo o "barulho" do silêncio.

Elogiável publicação.
.
Saudações poéticas
.
“” Feliz momento ““
.

Eros de Passagem disse...

Agir é preciso, mas como fazê-lo se no instante seguinte perdeu-se a vontade?