Ouço-te silêncio.
Diz-me o que sinto
O que anseio
O que me sufoca!
Esta inquietude permanente
Sem razão aparente de ser
O vazio profundo
Do querer e não querer.
Estou aqui
Vou, não sei onde
De onde venho, não recordo!
Nas horas aladas do desencontro
Fecho as pálpebras da vida
Perfumo de tomilho a alma
E parto, nas pétalas dos lírios brancos.
Autor : Cecília Vilas Boas
In "O Eco do Silêncio
Imagem : Anna O.

2 comentários:
Bom dia:- Tantas vezes o silêncio é o melhor remédio para a inquietude. Confesso que amo o "barulho" do silêncio.
Elogiável publicação.
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Saudações poéticas
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“” Feliz momento ““
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Agir é preciso, mas como fazê-lo se no instante seguinte perdeu-se a vontade?
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