Seria um pássaro
No sono das asas
ondulava
toda a solidão do céu
Terrestre,
só a fugitiva sombra
Paisagem nenhuma
lhe dava abrigo
Pousado,
o corpo
de si mesmo se exilava
Nos ensinava
a deslumbrância da viagem
a nós que só na morte
olharemos os céus de frente
Autor : Mia Couto
in Raiz de Orvalho e Outros Poemas

Sem comentários:
Enviar um comentário