segunda-feira, 25 de abril de 2016

Navego canela e marfim


Navego canela e marfim
E em meu sal marinheiro...

Solto os mares.
Que porto abandonado é fogo ardido...

Corsário de um corpo indefinido
Em cada remo me fundeio. A bruma é lua.
E o rosto indefinido vaga cheia...

Cartografia dos sentidos
Rebentando as veias...

Não mais bandeiras. Outras.
Apenas o convés engalanado
E o mastro altivo...

Tão grávida de Índias
Minha galera de glórias passageiras...

Autor : Manuel Veiga
"Do Esplendor das Coisas Possíveis" - pág 89
Poética Edições - Lisboa

2 comentários:

Mar Arável disse...

Penso Abril

heretico disse...

sensibilizado com a gentileza.
fica muito bem o poema neste espaço.

grato. beijo