quinta-feira, 8 de abril de 2010

Morte silenciosa

A noite cedeu-nos o instinto para o fundo de nós imigrou a ave a inquietação

Serve-nos a vida mas não nos chega: somos resina de um tronco golpeado para a luz nos abrimos nos lábios dessa incurável ferida

Na suprema felicidade existe uma morte silenciada

Autor:Mia Couto

Foto:Paralajka

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