Havia noites que descansavam nas minhas palavras
enquanto eu dormia. Ouviam-me a vontade de
acordar pouco. Seguravam-me as pálpebras e ,
hoje sei que era para meu bem. Acho detestável
ter que acordar todos os dias , pouco que seja.
Continua a apetecer-me gritar nas paredes
que não acordo , mas cada vez mais
menos sei o que dizer: E da noite se fez dia,
dos dias nasceu a noite.
Tal como com o ovo e a galinha também a mim
se coloca frequentemente uma dúvida ,
em noites que descansavam nas minhas palavras ,
e essa dúvida era a de acordar , pouco que fosse.
Autor : Nuno Travanca
Imagem : Karen Hollingsworth
E da noite se fez dia. Acreditemos.
ResponderEliminarUm abraço.
Adorei o poema!
ResponderEliminarLindíssimo
Beijinhos e tenha um ótimo dia
Imagem e poema, deslumbrantes. Gostei muito.
ResponderEliminar.
Cumprimentos poéticos
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Pensamentos e Devaneios Poéticos
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