quarta-feira, 10 de junho de 2015

Muito pouca


Mikko Lagerstedt

a morte é uma coisa muito pouca
em nada se compara ao crescimento das constelações
a morte não respira nem se expande desde o centro
como fazem as estações desde o coração da terra

e assim eu sei que um sorriso é precioso
porque respira e alarga-se dentro dos olhos
e quando chega ao lugar em que a mão se abre
é já uma forma de sossego uma lua coberta de luar
um modo certo de trocar nomes em dias de excepção

Autor Vasco Gato

terça-feira, 9 de junho de 2015

Não me perguntes nada!


Não me perguntes nada...
Não quero que saibas...
Das lágrimas e dos gritos
Sufocados que na noite lancei
Perdida sem ti.
De outros braços que me envolveram
Quando desesperada desisti.
Do teu nome sussurrado por engano
Rasgando cruelmente o momento
Em que outro sorri.

Não me perguntes nada…
Não quero que saibas...
Agora que estás aqui
Só existe o presente
Porque amanhã...
Amanhã
Vou viver o que já vivi!

Autor Maria Sousa

segunda-feira, 8 de junho de 2015

4140



Amo-te antes do chá da manhã. Quando ele se aproxima. já o chá dos nossos corpos foi transformado no mais sedoso dos sabores.

Autor : Casimiro de Brito
FRAGMENTOS DO LIVRO DE EROS

domingo, 7 de junho de 2015

Adormeceste


    Roebrt


    Adormeceste, quando a luz débil,
    descaía sobre o teu corpo – nú
    contemplei-te,
    com o olhar narcotizado em ti.

    Deixei-te sossegado e quando enfrentei,
    o frio da madrugada,
    ainda levava o sabor do teu beijo,
    em minha boca.

    Por momentos, e ainda com a tua imagem,
    entranhada em meu olhar,
    em pensamentos, delineei uma tela.

    Que ainda ninguém ousou pintar
    .
    BeatriceMar 31/08/2014

    reeditado

    sábado, 6 de junho de 2015

    Mareantes do Vento


    Crescemos na nudez das rochas

    crescemos e desmaiamos
    conforme as marés

    Vertemo-nos líquidos
    em caudais de sons
    ardidos no sal
    no delírio da espuma
    por todo o corpo

    Crescemos na substância das pedras
    com asas muito leves

    Não somos barco de carregar velas
    somos mareantes do vento


    Autor : Eufrázio Filipe
    http://mararavel.blogspot.pt/

    sexta-feira, 5 de junho de 2015

    ...

    Soli-Art

    Te procuro
    nas coisas boas

    em nenhuma
    encontro inteiro

    em cada uma
    te inauguro.

    Autor : Alice Ruiz

    quinta-feira, 4 de junho de 2015

    Pior...

    marco pandullo

    Amei quem me amou
    Mas nem sempre
    E bem.

    Também amei quem
    Não me amou.

    Pior foi não amar
    Quem me odiou.

    Autor : Maria Sousa

    quarta-feira, 3 de junho de 2015

    ...



    passo a noite, a escrever...
    sem falar o que penso
    sem sentir o que digo
    sem dizer o que escrevo.
    não apontei o que escrevi
    rasgo as palavras
    para não ler o que senti...


    Autor : Nuno Caetano

    terça-feira, 2 de junho de 2015

    Da música

    lilyenn

    A musica derrama-se
    no corpo terroso
    da palavra. Inclina-se
    no mundo em mutação
    do poema.
    A música traz na bagagem
    a memória do sangue; o caminho
    do sol: Lume e cume
    de palavras polidas.
    A música rompe um rio de lava
    por si mesmo criado. Lágrima
    endurecida
    onde cabem o mar
    e a morte.

    Autor : Casimiro de Brito

    Canto Adolescente

    segunda-feira, 1 de junho de 2015

    Dia da Criança

    Judith Urmes

    que todos os dias sejam dias das crianças...e de nós.