rosado das cerejas maduras, flor dormente. Dizem que os beijos são como as cerejas! Ou serão as palavras rosadas, vermelhas, redondas e doces? Para ti eu faço um ramo de palavras, cerejas e beijos. Depois, guardo as flores num poema com pintas rosadas, vermelhas das cerejas, dou um nó com um laço e mando-te... um beijo. . Autor : Manuel Carvalho In Cânticos Paralelos
Agora que o caminho que devo percorrer é um passo adiante sobre uma trilha que dá medo olhar, porque o abismo implacável me chama. Agora que foi morta a esperança como um pássaro vitimado no ninho por irmãos mais fortes. Agora que é de noite todo o dia, inverno todo o ano e as semanas só têm segundas, para onde olhar, onde voltar os olhos, que não encontrem os olhos da morte?
Falei-te nos sonhos alados que proclamam o oceano Que deixa a vontade planar em asmos; Desenhei-te elipses, na pele, entre marasmos, Sem sequer te tocar e sem te conduzir ao mundano.
Falei-te de pontes que unem o sagrado ao profano, Entre palavras que não pedem histórias, nem sarcasmos; Longe do clímax, mas próximo dos entusiasmos, Provaste que sou tão só e tão simplesmente humano.
No saber do feito do mar e do horizonte afogueado, Permaneci a dedilhar árias nos tons da perspectiva, Pela escala da bondade da estação contemplativa.
Escrevi-te poemas e uma extensa missiva, Sem parar no ventre de um destino rogado, Falei-te do vasto amor, quem me mantém resignado.
Ninguém nasce odiando outra pessoa pela cor de sua pele, ou por sua origem, ou sua religião. Para odiar, as pessoas precisam aprender, e se elas aprendem a odiar, podem ser ensinadas a amar, pois o amor chega mais naturalmente ao coração humano do que o seu oposto. A bondade humana é uma chama que pode ser oculta, jamais extinta.